...
Como em um piscar de olhos eis que aparece a figura. Uma mulher. Farejando o ar como se fosse um animal procurando o rastro da sua presa. Na mesma hora que a avistou sentiu como se levasse um chute no estômago e por pouco não pôs o resto do jantar para fora.
Olhou para cima e fechou os olhos deixando-se molhar pela água fria da chuva. Tinha os cabelos longos e pretos, que azulavam à luz do luar. Passou a mão pela franja repicada, tirando os fios molhados do rosto. Trajava uma calça de couro preta colada ao corpo e um corpete da mesma cor denunciando suas belas curvas e seios fartos. Sem duvida uma mulher muito atraente. Virou-se e caminhou até o pequeno deslizamento de terra ao lado. À medida que andava o coturno era respingado com a lama que se formara.
Com a respiração menos ofegante, o medo foi deixado um pouco de lado e a curiosidade se encontrava em primeiro plano. Era um misto de terror e admiração. Tinha um rosto delicado e ao mesmo tempo marcante, detentora de um olhar ameaçador. Quem era ela?
De repente a estranha virou-se em direção ao seu esconderijo. Deu dois passos a frente ficando a menos de 5 metros de distância, pendeu a cabeça para trás e farejou o ar novamente. Notou um breve sorriso de canto de boca e, por um momento, pensou ter visto suas pupilas dilatarem e mudarem de tom. Na mesma velocidade com que aparecera, sumiu. Feito um vulto seguiu subindo o morro passando por cima de sua cabeça.
Com os olhos arregalados e incrédulo ficou ali parado durante uns 5 minutos tentando assimilar o que acabará de ver. Com a roupa empapada de água e lama foi se levantando devagar, procurando se apoiar nas pernas ainda trêmulas.
Virou-se fitando morro acima procurando a estranha figura. A lua estava encoberta pelas nuvens e a chuva forte não ajudava. Levou as mãos ao rosto e pescoço retirando o excesso de lama. Olhou para os lados...Para onde ir? Deveria se esconder ou fugir?
Virou-se e começou a correr pela estrada. Quem sabe encontraria algum carro pelo caminho, alguma casa, alguém para pedir ajuda.
Ouviu um tombo às suas costas e, no ato reflexo olhou para trás.
Como em um piscar de olhos eis que aparece a figura. Uma mulher. Farejando o ar como se fosse um animal procurando o rastro da sua presa. Na mesma hora que a avistou sentiu como se levasse um chute no estômago e por pouco não pôs o resto do jantar para fora.
Olhou para cima e fechou os olhos deixando-se molhar pela água fria da chuva. Tinha os cabelos longos e pretos, que azulavam à luz do luar. Passou a mão pela franja repicada, tirando os fios molhados do rosto. Trajava uma calça de couro preta colada ao corpo e um corpete da mesma cor denunciando suas belas curvas e seios fartos. Sem duvida uma mulher muito atraente. Virou-se e caminhou até o pequeno deslizamento de terra ao lado. À medida que andava o coturno era respingado com a lama que se formara.
Com a respiração menos ofegante, o medo foi deixado um pouco de lado e a curiosidade se encontrava em primeiro plano. Era um misto de terror e admiração. Tinha um rosto delicado e ao mesmo tempo marcante, detentora de um olhar ameaçador. Quem era ela?
De repente a estranha virou-se em direção ao seu esconderijo. Deu dois passos a frente ficando a menos de 5 metros de distância, pendeu a cabeça para trás e farejou o ar novamente. Notou um breve sorriso de canto de boca e, por um momento, pensou ter visto suas pupilas dilatarem e mudarem de tom. Na mesma velocidade com que aparecera, sumiu. Feito um vulto seguiu subindo o morro passando por cima de sua cabeça.
Com os olhos arregalados e incrédulo ficou ali parado durante uns 5 minutos tentando assimilar o que acabará de ver. Com a roupa empapada de água e lama foi se levantando devagar, procurando se apoiar nas pernas ainda trêmulas.
Virou-se fitando morro acima procurando a estranha figura. A lua estava encoberta pelas nuvens e a chuva forte não ajudava. Levou as mãos ao rosto e pescoço retirando o excesso de lama. Olhou para os lados...Para onde ir? Deveria se esconder ou fugir?
Virou-se e começou a correr pela estrada. Quem sabe encontraria algum carro pelo caminho, alguma casa, alguém para pedir ajuda.
Ouviu um tombo às suas costas e, no ato reflexo olhou para trás.
- Pra onde está indo com tanta pressa? – perguntou ela sorrindo, deixando-se revelar os caninos alvos e salientes.
___
Continua...
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